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Celebração Penitencial

A 9 de junho realizou-se, no seminário conciliar, a habitual celebração penitencial. Cumprindo todas as normas emanadas pela Direção Geral de Saúde e pela Conferência Episcopal Portuguesa, também esta celebração se adaptou aos condicionalismos impostos por este período de pandemia que atravessamos. Neste sentido, seguiu-se a fórmula C do Ritual Romano da Celebração da Penitência, que consiste na absolvição simultânea de vários penitentes, sem confissão individual prévia.

Celebração Penitencial

Celebração Penitencial

10 de Junho de 2020

No entanto, e para que não sejamos induzidos em erro, esta fórmula só pode ser celebrada se estiver iminente o perigo de morte e não houver tempo para ouvir todas as confissões, e se não existir um número suficiente de sacerdotes para, num tempo considerado razoável, confessarem os penitentes.  

Tal como em outras celebrações penitenciais, houve, naturalmente, uma preparação prévia para melhor se poder usufruir deste sacramento. Tendo por base a exortação apostólica Christus Vivit, o celebrante começou por recordar as palavras do Papa Francisco: «Antes de mais, quero dizer a cada um a primeira verdade: “Deus ama-te. Se já o escutaste, não importa, eu quero recordar-to: Deus ama-te 

De seguida, refletiu-se no Evangelho de S. Lucas (Lc 7, 36-50). O fariseu convidou Jesus para comer, mas sentou-se logo à mesa. Não lhe deu o ósculo, não lhe deu água para os pés e não lhe derramou água na cabeça, ou seja, não se comportou como um anfitrião. A pecadora, pelo contrário, banhou-Lhe os pés com lágrimas, beijou e ungiu-lhe pés.  

Nesta passagem do Evangelho, Jesus foi mais acolhido pela pecadora do que pelo anfitrião da casa. É por isso que Jesus diz que «São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou.» Nesta certeza que Deus é misericordioso, prosseguiu-se com a celebração e fomos convidados a fazer um breve exame de consciência. Apesar de ter existido espaço na celebração para tal exame, pressupõe-se que, na sua preparação individual, cada um já o tenha feito.  

A celebração decorreu como é habitual e, no final, cada um foi convidado a servir o próximo, em espírito de abnegação de si mesmo (por exemplo: visitar alguém doente, ajudar alguém que esteja a passar dificuldades, levar alegria a quem está a passar por momentos de dor, entre outros). 

Foi uma celebração diferente. As máscaras, o distanciamento, a confissão coletiva, tudo elementos novos que, no entanto, não nos impedem de viver e de professar a nossa fé. Somos convidados a projetarmo-nos para a frente sem, contudo, cortarmos as nossas raízes, e a construirmos  a nossa autonomia, mas não na solidão. 

Renato Costa, 3º Ano; Fotos: Rui Machado