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Hino “Akathistos”

"Composto pouco depois do Concílio de Calcedónia (451), apresenta em forma de síntese orante, tudo o que a Igreja dos primeiros séculos acreditou e exprimiu sobre Maria em declarações do magistério e no consenso universal da fé. Vale, pois, a pena que todos o cantem durante o mês de maio, dito «Mês de Maria», e no dia em que celebramos a Ascensão do Senhor."

Hino “Akathistos”

Hino “Akathistos”

Maria

22 de Maio de 2018

O hino “Akathistos” foi cantado no passado dia 13 de Maio, o mês dedicado a Nossa Senhora de Fátima, na Igreja de São Paulo. Com têm sido hábito, o Seminário celebrou o nome de Maria, cantou uma das mais belas composições marianas do rito bizantino.

O hino “Akathistos” (ou seja, “cantado de pé”) é a mais bela composição mariana do rito bizantino. Canta o mistério da encarnação salvífica do Verbo de Deus, desde a anunciação até à parusia, contemplando a Virgem Mãe indissoluvelmente unida a Cristo e à Igreja.

Composto pouco depois do Concílio de Calcedónia (451), apresenta em forma de síntese orante, tudo o que a Igreja dos primeiros séculos acreditou e exprimiu sobre Maria em declarações do magistério e no consenso universal da fé. Vale, pois, a pena que todos o cantem durante o mês de maio, dito «Mês de Maria», e no dia em que celebramos a Ascensão do Senhor.

Maria, que concebeu o Verbo encarnado por obra do Espírito Santo e que, durante toda a sua existência, se deixou guiar pela sua ação interior, é a Mãe que ensina a todos os discípulos do Senhor a docilidade à voz do Espírito (Cf. TMA 48).

Ao longo dos tempos, o povo cristão não só se dirigia para a Virgem Maria como Mãe de Jesus, como, também, a reconheciam como Mãe de Deus. Essa verdade foi aprofundada e compreendida de forma a fazer parte do patrimônio da fé de toda a Igreja. Desde os primeiros séculos do cristianismo, ano de 431 (Concílio de Éfeso), Maria é proclamada Theotokos, Mãe de Deus.

Este título surge nas primeiras comunidades cristãs, em que Maria é vista como a Theotokos. Este titulo não surge explicitamente nas escrituras, embora Maria é designada como Mãe de Jesus, Mãe do Emanuel, que quer dizer Deus connosco (Cf. Mt 1,22-23).

Nos meados do século III, surge na Igreja uma antífona mariana, do qual em latim a Igreja reza “ Sub tuum praesidium”, que na tradução portuguesa quer dizer: “À Vossa proteção”, e essa tradição chega até aos dias de hoje, em que os fiéis se dirigem a Maria rezando: “À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita” como está na Liturgia da Horas.

É através deste antigo testemunho que surge a primeira expressão do Theotokos, como “Mãe de Deus e Nossa Mãe”.

Maria, também, possui o título de “Medianeira de todas as graças”. Esse título é atribuído a Nossa Senhora, por causa da participação da Mãe de Deus no Mistério Pascal de Jesus Cristo.

Por isso, desde os primórdios do Cristianismo, o povo de Deus recorria à Virgem Santíssima, e a Tradição da Igreja já reconhecia a sua participação singular no Mistério de Cristo e na Vida dos fiéis, onde Maria, por ser a cheia de graça, pode interceder junto de Deus por nós no caminho e na resposta ao plano de Deus. Por essa razão, Ela é modelo de todos os que dedicam a sua vida a Jesus, numa procura de oferecer a sua vida, o seu “sim” a Deus em favor dos seus irmãos. Ao rezarmos o Hino “Akathistos”, rezemos com a Mãe e pedimos pelas famílias, pelos sacerdotes, pelos seminaristas, pelos jovens em discernimento, para que vivam cada vez mais com intensidade a sua entrega, a exemplo de Maria.

João Castro, 5º ano.